Grand Theft Auto VI ainda está longe. A Rockstar Games anunciou recentemente Red Dead Redemption 2, e se há algo que aprendemos com este estúdio ao longo dos anos, é que só lança um novo jogo a cada vários anos. No entanto, nunca é cedo de mais para começarmos a enumerar a lista de coisas que gostaríamos de ver no próximo jogo da série, até porque Grand Theft Auto V já foi lançado há mais de três anos, e apesar de ser um jogo com muitos méritos, há espaço para melhorar.

1. Nova Cidade

Adorámos a revitalização que a Rockstar Games fez a Los Santos com Grand Theft Auto V. A cidade é maravilhosa e tem uma atmosfera vibrante, aproveitando bem os pontos conhecidos de Los Angeles, a cidade real que serviu de modelo para Los Santos. Apesar disto, temos sede de uma cidade nova. Já o jogo anterior, Grand Theft Auto IV, levou-nos novamente para uma cidade já conhecida, Liberty City, que foi inspirada em Nova Iorque. A última vez que tivemos uma área nova em Grand Theft Auto foi com San Andreas, que ambiciosamente incluiu cidades inspiradas em Los Angeles, São Francisco e Las Vegas no mesmo mundo.
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GTA no Rio de Janeiro? Sim, por favor!
São várias as cidades que dariam um excelente palco para um título da saga Grand Theft Auto, mas nada bate o Rio de Janeiro. Esta cidade do Brasil tem todas as variantes para um jogo memorável: paisagens exóticas e belas, miscelagem de culturas, contraste brutal entre arranha-céus e favelas, e uma taxa de crimes elevada. Filmes como a Cidade de Deus e Tropa de Elite já nos mostraram que a realidade do Brasil é propícia para histórias cativantes com muita violência e injustiça à mistura, ingredientes ideais para um jogo como Grand Theft Auto.
A própria Rockstar Games já fez jogos no Brasil. Recordam-se de Max Payne 3? O jogo decorre em São Paulo, mostrando que o estúdio pode criar jogos fora do habitual cenário norte-americano.

2. Carros licenciados

A série Grand Theft Auto sempre foi conhecida por ter as suas próprias marcas que imitam as marcas que temos na vida real (vejam o exemplo da rede social Lifeinvader de Grand Theft Auto V, uma imitação que faz troça do Facebook), e embora esta característica faça parte da identidade da série, não havia mal nenhum em ter carros licenciados, aliás, só haveria vantagens, não é à toa que os Mods de carros reais para os jogos da série sempre estiveram entre os mais populares.
Grand Theft Auto é uma das séries mais rentáveis de sempre, pelo que a Rockstar Games obviamente tem o capital necessário para investir nas licenças das marcas de carros. Seria fantástico se em Grand Theft Auto VI pudéssemos conduzir um Lamborghini ou Ferrari em vez de um Inferno. Os carros de marcas reais também ajudariam a tornar o mundo do jogo ainda mais credível.

3. Desenvolver negócios

Em Grand Theft Auto V já podíamos investir em propriedades e até investir na bolsa, mas o nosso envolvimento nesses negócios era passivo. Depois de comprarmos as propriedades que havia para comprar em Los Santos, tudo o que tínhamos de fazer era esperar que os rendimentos nos enchessem a conta bancária. Lembro-me que em Grand Theft Auto: Vice City, depois de concluir a história principal, era possível comprar uma empresa de Taxis e até uma empresa de impressão. Depois de compradas, podíamos participar em várias missões para tornar estas propriedades rentáveis.
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A Kaufman Cabs, a empresa de táxis que podíamos comprar em Vice City
Portanto, em Grand Theft Auto VI gostaríamos que este tipo de participação nos negócios voltasse. Imaginem comprar um café na bancarrota ao pé de uma famosa cadeia de cafés e termos que acabar com a concorrência para tornar o nosso negócio rentável. Este tipo de actividades também iria aumentar consideravelmente a longevidade dos conteúdos para um jogador, visto que em Grand Theft Auto V havia pouco para fazer no modo offline depois da terminarmos a história.

4. Online homogéneo

Apesar da popularidade de GTA Online, odiámos ter que aturar o ecrã de loading sempre que queremos aceder a este modo e também o facto de estar completamente separado do resto do jogo. Neste aspecto, temos que admitir que preferimos a abordagem da Ubisoft com Watch Dogs 2, que basicamente juntou os dois modos no mesmo mundo. Em Watch Dogs 2 um evento online pode ocorrer enquanto estão a explorar pacificamente a cidade. Vocês não são obrigados a participar nesse evento, mas ajuda a trazer dinamismo e a quebrar a rotina. Por mais variedade que um jogo em mundo aberto tenha, eventualmente tudo se torna monótono pois já sabemos o que esperar.
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Com um modo Online homogéneo a monotonia seria interrompida por eventos desencadeados por outros jogadores, como fugas à polícia, assaltos e roubo de carros. Claro que seria obrigatório incluir uma opção para jogar totalmente offline para aqueles jogadores que não querem ser incomodados. De forma simples, o que a Rockstar tem que fazer é pegar no que já existe em GTA Online e encontrar uma forma unir esses conteúdos ao modo offline.

5. Jetpack

O Jetpack foi um meio de deslocação introduzido em Grand Theft Auto: San Andreas e que rapidamente se tornou em algo venerado pela comunidade. O Jetpack era obtido na missão "Black Project", na qual The Truth nos mandava invadir a Area 69 e roubar um projecto do governo e das forças militares. Depois de concluída a missão, o Jetpack estava sempre disponível numa pista de aviação no meio do deserto.
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Para desagrado dos fãs, o Jetpack não foi incluído em Grand Theft Auto IV nem em Grand Theft Auto V no modo história, apenas no modo online, após uma DLC, apesar de inicialmente os fãs acreditarem que o Jetpack era um desbloqueável associado ao mistério dos extraterrestres e aos hieróglifos encontrados na montanha. Vá lá Rockstar, faz um pouco de serviço aos fãs e incluí o Jetpack no próximo Grand Theft Auto!

6. Entrar em mais edifícios

A Los Santos de Grand Theft Auto V é uma cidade incrível e repleta de detalhes impressionantes, mas apenas quando vista de longe. Ao perto a dura realidade é que muitos dos edifícios são fachadas ocas e que não servem para mais nada do que enfeitar. Em Grand Theft Auto VI queremos um maior número de edifícios nos quais seja possível entrar e, claro, que tenham alguma utilidade.
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A série Grand Theft Auto não é a única com esta limitação. Criar um jogo em mundo aberto é uma tarefa muito difícil e trata-se de um género que exige bastante do hardware, mas como Grand Theft Auto VI será provavelmente lançado em 2020 (isto de acordo com os rumores mais recentes) para plataformas da próxima geração, as possibilidades serão maiores. Curiosamente, em Grand Theft Auto: San Andreas podíamos entrar em casas normalmente inacessíveis nas missões de roubo (que eram activadas ao entrarmos numa carrinha preta).

7. Uma mulher protagonista

Grand Theft Auto V tem três protagonistas e nenhum deles pertence ao sexo feminino. Não quero insinuar que Grand Theft Auto deve ter uma mulher como protagonista apenas porque sim, mas visto que a série já contou com protagonistas tão diferentes uns dos outros, como um afro-americano, imigrante ilegal da Sérvia e um lunático como Trevor, parece-me uma oportunidade desperdiçada não abordar uma perspectiva feminina do mundo criminoso.
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A série Grand Theft Auto já nos mostrou no passado fortes personagens do sexto feminino. Dois exemplos de Grand Theft Auto III são Catalina (que mais tarde apareceu em San Andreas) e Asuka, líder da Yakuza em Liberty City. Se Grand Theft Auto VI incluir novamente vários protagonistas (tudo indica que sim), pelo menos um deles devia ser do sexo feminino.

8. Melhor sistema de pontaria

Vamos ser frontais: os controlos das armas em Grand Theft Auto V são uma porcaria. Se não fosse pelas opções de assistência na mira, que retiram o prazer de controlar livremente a arma, o jogo seria injogável nas secções de tiroteios. A Rockstar Games é um estúdio extremamente talentoso e cheio de recursos, mas ainda não aprendeu a criar um sistema de apontar decente.
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Em último recurso, a Rockstar Games pode sempre contratar novas pessoas com experiência nos jogos de tiros para ajudarem a moldar os controlos de Grand Theft Auto VI. A série Grand Theft Auto é, obviamente, muito mais do que um jogo de tiros, mas disparar é uma das realidades do jogo e como tal gostaríamos que fosse mais divertido e agradável.

9. Motoserras, Katanas e outras armas

Este é mais um pedido que vem de jogos anteriores. Infelizmente Grand Theft Auto V abandonou várias armas altamente divertidas que apareceram em jogos anteriores. Onde está a motoserra que nos permitia espalhar o medo pelas ruas como se fossemos um lunático? Ou a Katana que desmembrava os peões? Ou o lança-chamas que nos deixava queimar tudo à nossa volta?
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Grand Theft Auto sempre foi um jogo de violência cómica e estas armas que foram deixadas para trás eram o pico desse aspecto. Não conseguimos perceber o motivo pelo qual a Rockstar abandonou estas armas em Grand Theft Auto V, mas gostaríamos que estivessem de volta no próximo jogo da série.

10. Melhor sistema de combate

Embora o sistema de combate de Grand Theft Auto V seja mais refinado do que os anteriores, a base deste sistema ainda está assente em Grand Theft Auto III. Está na altura de trocar esse antigo sistema por um mais moderno e com mais possibilidades. O actual sistema de combate tem a vantagem de ser simples e acessível, mas também se torna aborrecido rapidamente.
Sleeping Dogs, outro jogo em mundo aberto, já mostrou que é possível ter um sistema de combate complexo e com muitas possibilidades dentro do género. A Rockstar Games continua a ser o estúdio com mais experiência em jogos em mundo aberto, contudo, existem boas ideias em jogos da concorrência e há que saber tirar proveito disso.